Relação

O estabelecimento do trabalho com personas humanas se da pelo entendimento, que se permite através da instituição de um relacionamento. O olhar detalhado de um relacionamento traz consigo as chaves para abertura do caminho da boa convivência, de onde é extraído as condições de novas realizações.

O relacionamento como um instrumento de estudo do próximo cria uma correlação com o entendimento de si mesmo, através da abstinência do desejo e da real e atenta percepção ao próximo. O relacionamento que se cria pelas intenções alheias correspondidas e tende a se acabar quando estas já não existem mais. Um relacionamento de escuta permite descobrir o que é condizente com a persona na qual o relacionamento fora estabelecido, fornecendo as ferramentas necessárias para o aprofundamento da relação.

Tendo o observador deixado todas suas perspectivas e expectativas antes de uma nova relação começar, ele é capaz de enxergar a persona ao invés de enxergar a si mesmo na persona observada. Entende-se que a cada novo gesto, palavras ou relação conjugada do observador para com a persona, constitui um novo relacionamento que inicia um ciclo de intenso potencial de cultivo e descoberta por ambas as partes.

É verdade que os relacionamentos se criam por razões comuns, porem com um observador atento as razões adversas se tornam comum sob a perspectiva da persona que é o foco do estabelecimento da relação.

Como dito acima a cada momento compartilhado um novo ciclo de possibilidades se inicia, este é chamado de micro-ciclo, que está embutido dentro do ciclo de retribuição. Entende-se que um ciclo se conclui através de uma contra partida, que quando falamos de relações humanas entende-se que para cada compartilhamento gera uma resposta. Se algumas das partes envolvidas não perceber a resposta de forma inteligente pode vir a ser o final do ciclo. A retribuição é uma arte de escuta e aprendizado, onde cada resposta indica o caminho para uma nova pergunta. Desta forma este ciclo deixa de ser vicioso para ser tornar virtuoso, abandonando uma lógica estrutural de modelo por outra que se apóia em cada situação proposta, denominada como lógica de desenvolvimento.

A lógica de desenvolvimento se aplica a cada indivíduo diferentemente e se transmuta para cada novo ciclo de retribuição, onde é necessária atenção dedicada. Os detalhes nos mostram o caminho e para seu entendimento é necessário uma alta disposição por parte do observador. A cada novo ciclo todas as expectativas adquiridas devem ser zeradas e readquiridas perante a nova transmutação da lógica de desenvolvimento.

A conclusão de um ciclo indica o fim de uma potencial relação, deixando vestígios para o inicio de uma nova instituição relacional.

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1 semana de treinos

Treinos

Uma semana de treino desde que o Jacques e Gabi chegaram. Os treinos têm caminhado super bem, estou fazendo halfout para o colchão pequeno até sexta que vêm devo estar fazendo sem colchão.

O barani da Gabi esta bem melhor do que quando ela chegou. Ambos estão trabalhando em back fulls (moral para traz com 1 pirueta). Estão trabalhando o seguinte educativo:

  • ¾ para traz, rola para costas;
  • ¾ para traz costas, rola para dogie;
  • ¾ para traz dogie;

Provavelmente em mais dois ou três dias o Jacques e Gabi já devem estar com a pirueta completa.

Estou trabalhando em uma nova rotina opcional:

· Mortal estendido para traz;

· Barani estendido;

· Back full;

· Rudy;

· Carpado;

· Mortal para traz carpado;

· Barani carpado;

· Mortal para traz grupado;

· Barani grupado;

· Duplo mortal para traz grupado;

Alem do halfout estou trabalhando Double fulls (mortal para traz com dupla pirueta) e esta bem melhor que antes de eu machucar o pé. O mais difícil no tramp é aprender a esperar e aproveitar o tempo do trampolim, quando isso acontece as acrobacias aterrissam no mesmo local de onde começaram. O Stephen fala que o Jacques saltando lembra eu em 2008 quando vim a primeira vez.

No treino sempre praticamos duas rotinas a obrigatória e a opcional, os dois como estão em fase de adaptação estão treinando duas rotinas obrigatórias a C e a B.

Estamos ensinando português para o Stephen ele esta aprendendo super rápido =o].

Hoje tive uma duvida sobre a ordem de aprendizado para mortais. O Stephen disse que os ¾ para traz não contribuem para o aprendizado do mortal para traz, porem os ¾ para frente sim. Em suma para aprender mortal para frente é interessante ter um bom ¾ para frente, já para traz é melhor aprender os mortais primeiro e depois os ¾. Esta ordem pode variar muito de atleta para atleta.

Outra dica importante que descobri é:

Giros como um todo (barani, backfull e etc) saem a partir do tronco porem é preciso estar com abdômen contraído para que ao rotacionar o tronco o quadril vá junto com o tronco, caso contrario o giro fica quebrado e dificulta muito no giro.

Novos amigos

Na sexta feira chegaram aqui no Canadá para treinar junto comigo o Jacques e a Gabi, ambos são da minha escola de circo o CEFAC. Na sexta já fomos treinar e depois passamos 4 horas procurando bicicletas para eles lol. Andamos todo o centro da cidade.

No treino de sexta eles conheceram a Jacinda e alguns dos atletas. Hoje eles conhecerem praticamente o time inteiro e o Stephen. Ambos estão em fase de adaptação começaram fazendo rotinas C na sexta e hoje tentaram uma rotina B. O Jacques já melhorou bastante na técnica só com alguns detalhes que os técnicos corrigiram. Eles estão tentando descobrir o lado de giro do Jacques, porque dependendo da acrobacia ele faz para lado um lado diferente das demais. Ele aparentemente gira bem para os dois lados apesar de estar acostumado com o lado direito. A Gabi também esta melhorando nitidamente!!

Regras básicas:

1 – Subir

2 – Mortal

3 – Girar

Hoje trabalhei com uma pessoa com necessidades especiais, o menino de 14 anos se chama Geoffrey. Ele possui um grau leve de autismo e fica muito bravo quando o horário não é respeitado. Tirando isso ele é muito gentil, fala bastante conversa super tranqüilo. Trabalhei com ele creadle full (costas 1 e pirueta frontal) e alguns educativos para corckscrew (costas, 1 e ½ pirueta costas). Ele também faz mortais para frente. Muito interessante o dia!

Aos poucos estou recuperando minha forma de treino, semana passada fiz alguns duplos de boa. O desafio é voltar a fazer half-out (duplo para frente com ½ pirueta), antes do meu aniversário eu vou fazer!!!

Amanha vou ajudar no Summer camp, vamos levar as crianças para nadar durante o período da tarde. Na quarta é boliche e na quinta é piscina de novo!

Bom isso ae!

Mortais Again!

Desde semana passada eu voltei a treinar. Comecei devagarzinho fazendo só acrobacias de costas e tal. Na sexta feira eu fui a uma competição internacional de trampolim onde estavam competindo os melhores do mundo, somente 5 medalhistas olímpicos. 2 chineses, 2 japoneses e 1 canadense. Um dos chineses chama Dong Dong, ele é sem comentários RS.

Hoje voltei a fazer mortais no trampolim, consegui fazer minha rotina obrigatória normalmente e treinei outra rotina opcional, pois ainda quero esperar um pouco par entrar nos duplos mortais e nas duplas piruetas. Treinei alguns back fulls, mortal para traz com 1 pirueta e alguns rudys, mortal para frente com 1 e ½ pirueta.

A Jacinda passou um pequeno desafio hoje, ela dividiu a equipe em dois times. Tivemos 5 minutos de aquecimento para as rotinas obrigatórias e então o grupo tinha que realizar 7 rotinas na seqüência, se alguém não conseguisse o grupo tinha que começar tudo de novo. Os dois grupos fizeram as rotinas obrigatórias sem precisa recomeçar, porem na hora das rotinas opcionais o meu grupo completou as 7, mas o outro grupo teve que recomeçar uma vez.

Essa semana a Gabi e Jacques lá do CEFAC chegam aqui em Toronto para treinar tramp também =o]!

Bom é isso ae, até o final da semana eu volto para os duplos!!!!!!!!!!!!

Acidente

Já faz algum tempo que não posto no meu blog, motivo esse porque fiquei uma semana de molho por causa da torção do meu pé direito.

Era o primeiro dia do treino de verão, segunda feira dia 5 de julho. O treino começou com Double mini e naquele dia fiz bons passes de Double mini. Então veio o trampolim, 10 minutos rotinas obrigatórias depois 10 minutos de rotinas opcionais, acrobacia da família ballout, novas acrobacias e preparo. Tudo correu bem até a minha ultima rotina obrigatório (sim no começo do treino). O último movimento da minha rotina é um barani ballout, que quer dizer ¾ para frente depois mortal com ½ pirueta saindo de costas. Essa acrobacia não é novidade para mim, porem foi nela que aterrissei nas molas, e por causa da proteção das molas eu torci o pé.

Na hora doeu bastante e não conseguia andar. Liguei para o seguro avisei do acidentem, tudo certo agora parte 2 hospital. O Stephen ligou para o hospital solicitando ambulância, tudo parecia ok até 10 minutos depois quando ligaram do hospital dizendo que em vários pontos da cidade havia ocorrido um hospital e que as ambulâncias estavam todas ocupadas transportando pessoas que necessitam de aparelhos para respirar para o hospital e que iria demorar ao menos 1 hora para alguma ambulância vir me pegar.

Mudança de rumo Stephen me levou até o hospital, cerca de 10 minutos de carro do ginásio. Realizei raio-x, tudo certo nada quebrado apenas torção. Segundo a médica em 2 ou 3 dias já deveria estar andando, em duas semanas não mais dor e completamente curado em quatro semanas.

Resumo do dia 706 dólares para tirar o raio-x e o medico olhar. 40 dólares da muleta e 80 dólares da tala. Paguei tudo, agora tenho que entrar em contato com o seguro para ser reembolsado.

Voltei aos treinos na segunda feira passada dia 12, deu para saltar bem pouquinho uns 10 a 15 cm de altura e fazer algumas acrobacias básicas, como sentado, costas, frontal e etc. Desde segunda abandonei as muletas.

Hoje, quarta feira, já saltei mais de 1 metro e fiz meu primeiro mortal, apesar de que foi 1 e ¼ mortal para traz na qual aterrisso com minhas costas ao invés do pé. Provavelmente próxima semana começo a fazer acrobacias de pé para pé.

Hoje no treino mais um bom conselho, um ambiente de não stress, boa comunicação e boa relação entre as pessoas gera melhores resultados (competições incluso) do que um ambiente que cobra desempenho.

Outra coisa que descobri é o porquê de 10 rotinas. As três primeiras são aquecimento, as rotinas 4,5 e 6 são as que se espera serem as melhores. Rotinas 7,8,9 e 10 trabalho na correção de partes especificas que foram constadas durante as rotinas 4, 5 e 6.

Neste final de semana ocorre a Canada Cup, onde tem atletas muito bons de todo o mundo. Entre eles os medalhistas olímpicos canadenses, japoneses e chineses, tanto homens quanto mulheres. Outro conselho de competição é que duas semanas antes da competição o treino é leve, na semana anterior a da competição o treino é pesado e na semana da competição o treino é leve e focado em correções simples.

Bom é isso ae!

Half Out ou Flifis

Post atrasado lol. A quatro treinos atrás eu comecei os educativos reais para o halfout que é duplo mortal para frente com ½ pirueta no segundo mortal, quase que um mortal grupado para frente mais uma barani grupado. Desde uma semana anterior a saída de férias dos técnicos oficiais, onde a Liz assumiu. Eu estava treinando 1 e ¾ para frente, barani ballout que é de certa forma uma progressão para o halfout. Logo que eles voltaram de férias eu comecei a treinar o segundo educativo que é 1 e ¾ para frente aterrissa no colchão, então faz meia volta para frontal. Dois treinos depois, ou seja, ontem eu consegui realizar o halfout aterrissando em pé. Agora o processo é se acostumar com ele, começar a fazer no colchão menor, depois apenas ter o colchão para segurança e então colocar na rotina. Isso implica em uma nova rotina que é de um novo nível, Novice.

A próxima rotina provavelmente será entre 7.2 e 7.5, minha atual rotina opcional é 6.9. Atualmente estou no nível A, que é o último nível para competições provinciais (aqui não existe estado e sim província). Depois do nível A a ordem é a seguinte: Novice, Youth, Open, Senior. Youth e Open são a mesma categoria, a diferença é só a idade, Youth é até 17 anos e Open a partir de 18. As categorias são definidas por uma faixa de dificuldade, por exemplo, o nível C tem rotinas de dificuldade entre 0.3 até 3.0. O nível A é que onde estou atualmente é 4.7 até 6.5.

Na pratica para mim falta Novice, Open e Senior. Isso implica em média 2 anos de treino. Provavelmente em 1 mês estarei efetivamente no nível Novice, para chegar até Open demoraria mais uns 6 meses, só que durante o primeiro semestre do ano os treinos são focados nas competições, pura repetição e não no aprendizado de novas acrobacias. Então no final de 2011 estaria entrando em Open e no final de 2012 em Senior. De qualquer forma estou feliz por que agora sou um atleta nacional e não mais estadual.

Eu lembro que quando comecei a aprender trampolim eu queria fazer os mortais, pois só fazia as coisas que não exigem rotações. Com os mortais eu entrei efetivamente no universo da competição, pois são necessários para os níveis provinciais. Agora que estou entrando nos duplos viro gente grande, tornando-me um atleta de nível nacional. Basicamente é aprender tudo de novo só que com uma mortal a mais, por exemplo, halfout é igual à barani só que com um mortal antes, rudyout é igual à rudy só que com um mortal antes e assim vai.

Outra coisa que está atrasada que não contei é que agora estou registrado na parede. No Just Bounce existe uma parede onde tem dois tipos de graduações, a medida de 10 saltos e a dificuldade da rotina opcional. Na parede do tempo dos 10 saltos eu colei meu nome com o tempo de 19.74 segundos, acima de mim só existe quatro tempos. Na parede das rotinas opcionais estou com o score de 6.9, para vocês terem uma idéia o Vicent que é um atleta da categoria Senior a rotina dele se não me engano é 13.5, tem 2 triplos, 7 duplos e 1 mortal simples.

O Vincent junto com a Kierian neste sábado foram para o Japão junto com o time do Canadá para uma competição internacional. São aproximadamente 25 atletas do Canadá envolvendo todos os níveis e esportes, que na área de trampolim inclui tumbling, Double mini e trampolim.

Hoje fiz o curso teórico referente ao programa nacional de certificação de técnicos do Canadá. Em 2008 eu fiz o curso técnico, agora com o pratico eu preciso fazer 50 horas de estagio, que irei realizar agora no verão e fazer um curso de primeiro socorros. Depois disso eu posso fazer o nível dois que envolve acrobacias que possuem mortais. No total são quatro níveis, a Jacinda esta fazendo o quarto nível (dura 2 anos no total), pois este é para atletas de nível de jogos olímpicos.

Arquearia & Magic Show

Ontem fiz aula de arquearia, que junto com aula de artes marciais medievais, na qual inclui adaga, espada, armas de haste e grappling, vou começar a praticar. No sábado arquearia enquanto que no domingo a aula de artes medievais.

A aula começava a as 15:30, cheguei ao local as 15 minutos antes e estava tendo aula sobre fabricação de arcos e flechas. Passei duas horas e meia praticando minha pontaria com o arco. É bem legal, o único problema é que as vezes, mesmo com a proteção que se usa no braço esquerdo, para quem está começando a corda do arco “bate” no antebraço, a conseqüência é que ele está roxo lol.

Voltando da aula de arquearia eu fui até a casa da Irma da dona da casa, pois ontem estavam comemorando o aniversário de duas meninas da família. Na sexta o Jef me pediu para levar minhas coisas, isso inclui mágica e a bola de contato. Eu ingenuamente imaginei que iria ter umas 10 pessoas no máximo para assistir, independente disso passei quase duas horas me preparando e ensaiando o roteiro da apresentação. Chegando a casa descobri que tinha pelo menos umas 50 pessoas na casa, entre famílias e amigos.

Pouco tempo depois que chegamos começou a chover e então chegou a vez de algo acontecer lol, foi então que comecei minha apresentação que foi inteiramente filmada e durou 31 minutos. O pessoal gostou bastante.

Descobri que lá existe uma estudando do Japão chamada Sati.

Isso ae, agora vou ir para o treino.